Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil apresentou o resultado da Operação Cedrales e a prisão do maior abastecedor e distribuidor de maconha para o Rio Grande do Sul e com negócios em outros estados brasileiros. O que poucos lembram é que ele teve capítulos dessa história, escritos em Cachoeirinha e Gravataí.

Com uma ação precisa, sigilosa e de alto risco, a Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico do Denarc e do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos, capturou o suspeito foragido desde 2013, na localidade de Los Cedrales, Santa Rita no Alto Paraná, Paraguai. O Ministério do Interior do Paraguai divulgou sua identidade. Neri José Soares, 38 anos.

Após um ano e sete meses, a investigação apurou o paradeiro do suspeito considerado o principal narcotraficante do estado, acima, inclusive, de facções e outros líderes do tráfico de drogas. O preso tem relações diretas com lideranças do tráfico internacional, responsáveis por conhecidas facções do Centro do país.

História em Cachoeirinha e Gravataí
Neri começou a atuar na Zona Norte de Porto Alegre, onde foi pioneiro em crimes de homicídios violentos e práticas de esquartejamento. Em 2008 ganhou notoriedade após ser preso em Cachoeirinha pelo Denarc e apontado como o maior traficante de maconha da Região Sul do Rio Grande do Sul. Também em 2008, foi preso na investigação do sequestro e morte da viúva de Lampião (traficante que liderava uma região na Zona Norte de Porto Alegre), Sandra Naira dos Anjos da Silva e de um funcionário dela. Os corpos foram localizados em um poço de 15 metros de profundidade em Gravataí.

De acordo com os delegados Mario Souza e Guilherme Calderipe, o preso tem negócios em todo país e vivia de forma discreta no Paraguai, onde atuava há cerca de 15 anos.

Extremamente cuidadoso, ele não usava smartphones, trocava de carro todo mês e apenas usava linhas telefônicas paraguaias, uma por semana. Além disso, ele aprendeu a falar outras línguas e assim aumentou sua atuação no Paraguai“, destacou Souza.

O delegado Calderipe contou que o suspeito tinha no Paraguai um porto particular com sete lanchas, nas quais enviava por vez e, em cada uma, cerca de 1,5 tonelada de maconha, que depois era transportada e distribuída por caminhões graneleiros.

A logística da operação teve o apoio da Divisão de Apoio Aéreo, com o helicóptero da Polícia Civil gaúcha, da Polícia Nacional do Paraguai, da Polícia Civil do Paraná e da Polícia Rodoviária Federal.

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