Verão Sesc / Divulgalçao

O Trabalho com a Arte é o mais satisfatório e mais revigorante do mundo, há quem reclame de fazer temporada num teatro lotado de crianças ou adultos e adolescentes participativos? Há como, no final do show, o músico sair cansado e triste pelo dia que teve? Caso você não seja artista ou produtor cultural, pergunte a qualquer trabalhador da arte. Este belo trabalho só se torna triste quando não temos uma área saudável de trabalho, como por exemplo não ter políticas públicas voltadas para a cena cultural, não ter uma secretaria ou fundação de Cultura na cidade trabalhando para o desenvolvimento da economia da cultura. Percebo é que nós artistas estamos aflitos com tudo isso, preocupados com o nosso trabalho, que, como qualquer outro, tem seu valor e preço, vivemos disso e se não temos um bom ambiente de trabalho ou saímos da cidade a procura de melhores condições ou mudamos de profissão, na verdade muitos de nós já temos muitas profissões para que possamos sobreviver.

A “fórmula mágica” que alguns grupos estão aplicando há algum tempo é pensar o seu trabalho artístico e cultural como um produto (Um Produto Cultural), pensar no seu grupo como uma empresa, pensar na forma que está se comunicando com o público, conhecê-lo é muito importante, profissionalizar-se é muito importante também. No Mercado Cultural há espaço para todos, há público para todos, porém devemos utilizar de nossa criatividade e entender de que forma o público será cativado através do produto cultural. É preciso estudar sobre Marketing, é preciso estudar sobre Economia, ao menos entender os conceitos e aplicar à cultura.

Por fim trago um exemplo, que tive o privilégio de conhecer, que é a Macarenando Dance Concept, “Um negócio de dança com foco na criação de ações inovadoras” (slogan da Cia de Dança), eles vão muito além do que apresentar espetáculos de dança, proporcionam experiências diferente e muito interessantes, como por exemplo o Stand Up Dance Comedy Abobrinhas Recheadas, uma comédia fora do normal, criaram coreografias a partir das letras de músicas populares, como por exemplo “Faroeste Caboclo”, “Amigo Punk”, “Pagu”, “Como uma Deusa”, “Amor e Sexo”, “Show das Poderosas” e outras várias, tanto atuais como também clássicos da MPB, e essa proposta atraiu um público novo para dentro dos teatros por onde passaram, ainda mais quando lançaram vídeos na internet com as coreografias. Atualmente produzem “A Casa do Medo”, este é um trabalho de imersão ao medo, esta ação acontece na Casa Cultural Tony Petzhold, uma tradicional escola de dança de Porto Alegre que abriga muitas histórias macabras, antes de ser comprada pela família Petzhold, há quem diga que a casa já serviu de residência para uma pintora belga, que mantinha seu filho trancado em um quarto do andar de cima pela vergonha do rosto desfigurado da criança. Em outra época, o local teria sido utilizado como casa de passagem de jesuítas, muitos vitimados pela terrível epidemia de cólera que devastou a cidade em 1855(Trecho do Site da Cia). Muitas das histórias são acontecimentos reais e outros são criados, mas aproveitaram a fama de ser uma casa assombrada e criaram o espetáculo que percorre um circuito dentro da Casa. Resultado: Todas as sessões estão lotadas e com previsão de haver mais temporadas. Conheça mais sobre o grupo através do site http://www.macarenando.com.br.

Queridos colegas artistas, produtores e entusiastas culturais de Gravataí, vamos nos unir e pensar em novas possibilidades, propor atividades culturais nas escolas, envolver o público desde cedo, formar plateia. Essas são as provocações que trago para esta semana, em breve novas provocações.

Abraços

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Ator, estudante de produção cênica, colunista e Divulgador Cultural, Idealizador do projeto Gravataí Cultural que visa divulgar e fomentar a cultura da cidade e região. - As opiniões expressas apresentam o ponto de vista de seus autores e não refletem o posicionamento do Portal Vale7.

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