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Por requerimento do Deputado Ricardo Izar (PP/SP), a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, realizará audiência pública para debater a intenção de abate de mais de três centenas de animais exóticos e da fauna nativa pertencentes ao plantel do Pampas Safari, localizado em Gravataí, por razões de contingência econômica e suposta contaminação patológica.

O debate será realizado nesta tarde (28) às 14 horas, no Plenário 06 da Câmara dos Deputados. A audiência será transmitida ao vivo pelo Youtube e pelo portal e-Democracia, onde os participantes já podem formular perguntas aos palestrantes.

O Vale7 também irá transmitir em sua página no Facebook e ao vivo aqui:

Convidados
Foram convidados para o debate na capital federal, o secretário de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul, Ernani Polo; o biólogo e membro-fundador do Instituto Luisa Mell de Assistência aos Animais e ao Meio Ambiente, Frank Alarcón; o procurador do Pampas Safari Parque de Animais Selvagens LTDA., Everton Balsimelli Staub; o diretor-presidente da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Gravataí (FMMA), Jackson Muler; a deputada estadual e ativista pela causa animal, Regina Becker Fortunati; e a diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal/SP, Vânia De Plaza Nunes.

O caso
A suspeita de contaminação por tuberculose fez a direção do Pampas Safari, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, tomar a decisão de abater 300 cervos. Os sacrifícios começaram em agosto e 18 já foram mortos, segundo o Ibama.

O parque recebeu autorização da Secretaria Estadual da Agricultura. Nos últimos anos, após alguns animais morrerem no local, exames apontaram a doença.

Em abril, os donos do parque pediram autorização para abater os cervos e para que a carne dos animais que não tivessem a doença fosse vendida para consumo humano. O exame para comprovar a tuberculose só seria feito após a morte dos animais. o Ibama não autorizou, e pediu para o Safari fazer os exames com os animais vivos, para que os saudáveis fossem retirados do rebanho contaminado.

Os donos do parque disseram que não tinham dinheiro para fazer os exames e o tratamento dos cervos. Logo, pediram o abate emergencial de todos os animais por suspeita de tuberculose.

A decisão gerou revolta. A fundação Municipal de Meio Ambiente de Gravataí vai pedir a suspensão de sacrifícios.

Essa visão da eutanásia em massa, no momento atual da sociedade, não me parece adequado. O fundamental é identificar os animais doentes, estabelecer um conjunto de medidas para fazer o manejo desses animais, e proceder de forma adequada“, analisa o presidente da fundação, Jackson Müller.

Essa não é a primeira vez que casos de tuberculose aparecem no parque. Em 2007, búfalos foram contaminados. Em 2013, um novo surto atingiu camelos, lhamas e cervos. O Ibama chegou a interditar o local, mas ele reabriu três meses depois.

O parque vem desde 2012 reiteradamente descumprindo os próprios planos de controle dessa doença que eoles nos apresentam“, diz o médico veterinário do Ibama Paulo Wagner.

Em novembro de 2016, o Pampas Safari voltou a ser fechado, desta vez porque não cumpriu as medidas impostas pelo Ibama, como fazer exames para detectar tuberculose nos animais.

O Ibama diz que os animais seriam mortos de qualquer jeito, porque a lei, no Brasil, permite o abate dessa espécie de cervo para consumo humano, da mesma forma como é feito com o gado, por exemplo.

O Ibama acrescenta que o abate dos animais para consumo humano era normal enquanto o Safari estava funcionando.

O Pampas Safari existe desde 1977. São mais de 300 hectares e 10 quilômetros de estradas. Atualmente, abriga cerca de 500 animais.

O Ibama garante que a prioridade é evitar que a tuberculose se espalhe, e que depois serão apuradas as responsabilidades dos donos do parque. Eles podem responder por crime ambiental, por deixarem os animais morrerem.

“O problema é uma questão de saúde pública. Quanto mais esses animais permanecem no local, é maior o risco para outros animais, para as pessoas que estão lá dentro, e para o meio ambiente como um todo“, acrescenta o médico do Ibama.

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Apresentador de rádio nas emissoras da Rede Pampa de Comunicação. @kleriton

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